segunda-feira, 23 de julho de 2012

Jamaica Abaixo de Zero (Cool Runnings - 1993)


A Fita
Irving 'Irv' Blitzer (John Candy) é um ex corredor de bobsleigh que prejudicou sua carreira e envergonhou seu país ao trapacear nas olimpíadas de inverno. Agora treina a mais nova e inusitada equipe de bobsleigh do mundo, a seleção da Jamaica.
Isso não seria grande problema, se não contassem com falta de dinheiro para equipamento, patrocínio do governo, preconceito de amigos e familiares, de outros esportistas e de seu próprio sentimento de equipe.
Será uma grande jornada até a Olimpíada de inverno de 1988 em Calgary - Canadá e não se enganem, serão muitas risadas!
Psico
Jamaica Abaixo de Zero representa o melhor da comédia pastelão de fundo dramático. É muito anos 80, mas já com o gosto descolado dos anos 90. Apresenta  o ideal da vida, o de ser melhor (não mais que alguém, mas mais do que nós mesmos). Representa os disfarces do preconceito em suas diversas faces, mas sobretudo, apresenta uma comédia de bom tom, com variações de piada pastelão fantásticas, afinal de contas, quem não dá risada da celebre frase: Derice: “Sanka you death?”
Recomendo!

domingo, 15 de julho de 2012

O Espetacular Homem-Aranha (The Amazing Spider-Man - 2012)


A Fita

Peter Parker (Andrew Garfield) é o famoso nerd tímido picado por uma aranha radioativa que ganha poderes e descobre que tem que lutar contra o crime depois da morte de seu Tio, quase que por sua negligencia.

Talvez não tenha sido a melhor escolha da Sony, mas refilmar o início da história do Homem Aranha com uma roupagem totalmente nova, foi bastante arriscado. Tudo o risco foi compensado com algumas escolhas acertadas, das quais elenco e diretor são, sem dúvida, as mais importantes. Andrew e Emma, que faz o par romântico do Aranha como Gwen, convencem. Ambos, atores em ascensão, conseguem manter o ritmo da produção e prometem uma seqüência bem interessante. O restante do elenco de apoio não chega a comprometer. Pena que Rhys Ifans não convença como Dr. Curt Connors. Ainda prefiro ele como o estranho e divertido Spike de Nothin Hill. Certa mesma foi a escolha de Sally Field e Martin Sheen, para os papéis de tia May e tio Ben. Não fosse pela força da credibilidade de ambos duvidaríamos que papéis tão secundários se tornassem tão relevantes.



Para os fãs do desenho televisivo será um deleite. Diferente dos anteriores, as tomas são muito mais próximas do que víamos todas as manhãs. Cenas clássicas que muitas vezes foram colocadas de lado aqui aparecem, como a descida pelo fio de teia no esgoto, os lançamentos de teia nos guindastes de Nova York, as brigas no metrô e os problemas com a polícia. Realmente um espetáculo!

Psico

De todos os personagens dos quadrinhos, talvez o Superman e o Homem –Aranha sejam os únicos não Anti-Heróis. Isso se torna um fato importante se observarmos que o Aranha é fruto de um lar destruído, criado pelos tios, que sofre com perseguições na escola, nerd e pouco popular com as mulheres.

Como escrever um personagem que poderia ter todos os motivos para ser esse Anti-Herói e escolhe o outro caminho. Parker representa o conflito de escolhas que fazemos todos os dias. A escolha correta frente a uma sociedade insana, seja pelos traficantes que nos amedrontam todos os dias, seja pelo lagarto que quer destruir a cidade.

Parker representa a redenção!

Recomendo!

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Do Mundo Nada Se Leva (You Can't Take it With You-1938)



 A Fita

Tony Kirby (James Stewart) é filho do magnata Anthony P. Kirby (Edward Arnold) que está comprando uma grande área urbana para aplicação de um grande empreendimento. Ele se apaixona por Alice Sycamore (Jean Arthur) cuja família é dona da única casa ainda não vendida para o magnata Anthony. O pai de Alice se recusa a aceitar a proposta de Anthony por entender que ela nada oferece, às duas partes, que valha a negociação. Tony fica dividido entre o amor de Alice e as necessidades do pai, enquanto o mercado pressiona Anthony para a continuidade do projeto.


Psico

“Do mundo nada se leva” é uma comédia deliciosamente romântica e social. Apresenta, já em 1938, os problemas de uma sociedade movida pelo dinheiro e pelo apelo ao poder. Tony representa a parcela da população que não sabe ainda muito bem o seu papel na sociedade. Anthony, sempre bem vestido, representa a mão do dinheiro, que acredita tudo poder comprar. O pai de Alice, aqui interpretado pelo marcante Lionel Barrymore, é a figura da sabedoria. Não aquela estática, que tudo sabe. Mas daquela que percebe a vida e suas mutações, aperfeiçoando seu modo de viver e contagiando as pessoas à sua volta. O papel cômico fica por conta do personagem Boris Kolenkhov, um professor de balé interpretado pelo genial Mischa Auer. Tudo gira em torno de uma família que procura, embora que espalhafatosamente, a melhor forma de viver.


É receita certa para o tédio, o mau humor e o preconceito sobre filmes antigos em preto e branco!

Recomendo!

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Escrito Nas Estrelas (Serendipity - 2001)





Fita
Sara (Kate Beckinsale) é uma moça que acredita no destino. Em uma loja de departamento, comprando um par de luvas pretas, conhece Jonathan (John Cusack), e juntos, por poucos comentos, vivem uma experiência que os marcaria para sempre. Jon escreve seu nome e telefone em uma nota de dolar, enquanto que Sara escreve os seus em um livro (Amor em tempo de cólera) e vende a uma loja de usados. Separados agora pelo elevador do Audorf Astory eles se desencontraram... será que para sempre?

Psico
A crença no inimaginável ou extraordinário habita a mente do homem desde que esse vislumbrou a existência de Deus. Inevitável acreditar, consequentemente, que fomos feitos uns para os outros. Serendipity utiliza essa crença como tema principal, e o faz com bastante precisão. Não fosse pelo amor, perguntemo-nos quantas vezes fomos realmente fundo no que acreditamos ser nosso destino.
A história de Jon e Sara não é muito diferente de muitas que conhecemos por aí, assim como é, igualmente, o oposto trágico de muitos.
Cusack e Beckinsale estão muito bem nessa comédia romantica envolvente e gostosa. O elenco de suporte cumpre o seu papel com comédia inteligentemente e estilo. Tendo como pano de fundo Nova York, embora já bastante utilizada para esse estilo, a cidade aparece leve, como deve ser em toda comédia romântica. A trilha sonora é um desfile a parte, com canções de Louis Armstrong. Cusack, com seu estilo característico é um estereotipo clássico, enquanto que nos surpreendemos com como podemos nos apaixonar por Kate quando ela não está matando vampiros e lobisomens.
Recomendo!