segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Reis e Ratos (Reis e Ratos, 2012)



Aos felizes saudosistas de plantão, o melhor filme nacional do ano!

Não, caros amigos (não ficou bom, muito Galvão), amantes da sétima arte. Não estamos falando de uma obra prima que entrará para a história eternamente permanente do cinema. Mas para aqueles que amam cinema retrô, anos 50 e comédias pastelão com diálogos rebuscados e previsíveis (clássico dos filmes da época), será um deleite.

Reis e Ratos conta a história do agente norte americano Troy Sommerset, Selton Mello, que mora a algum tempo no Brasil e tenta mudar os rumos da política nacional. A fita vai se desenrolando de forma documental, como nos filmes narrados da década de 50, mas nunca perdendo a pegada cômica. Troy é amigo do major Esdras, do exercito brasileiro,  personagem de Otávio Müler, com quem vai maquinando as possíveis mudanças do cenário político nacional, embora de forma bem confusa e engraçada, quem sabe o que poderá acantecer.

O filme é, em si, impagável. Cenário bem produzido, falas afiadas, atores em ótimas performances e uma história bem legal. Quando você consegue perceber tudo isso você vê que Reis e Ratos não tem a pretensão de ser rotulado, mas apreciado. 

Os diálogos não tem o menor pudor em fazer referência a filmes já vistos e revistos pelo grande público, assim como a apresentação caricata dos personagens. Veremos cenas do tipo: 

Major Esdras: “Se o senhor tiver uma sala escura, uma parede branca e com café bem forte eu prometo que seremos bem breves.”

Troy Sommerset: “E um analgésico, porque a minha enxaqueca veio com a força de um maldito tufão no Golfo do México.”

Estão todos ótimos. Fica um destaque especial para os dubladores/atores Hélcio Romar e Hélio Ribeiro, que fazem aqui o presidente e o embaixador. É impossível ouvir seus personagens sem lembrar dos velhos filmes de “sessão da tarde”. 

Também estão ótimos Cauã Reymond, como um psico vidente paranormal Hervé, que serve se parabólica de uma experiência soviética, Rodrigo Santoro, como o vigarista Ronny Rato está irreconhecível por diversas vezes, consequência de uma maquiagem bem feita e uma prótese dentária (pavorosa!) e Rafaela Mandelli que faz Amélia Castanho, uma cantora de boate, protituta que foi recrutada no interior do Rio Grande do Sul por Rato.

Para os mais atentos ficará evidente as referencias a Dr. Fantástico, mas principalmente ao momento político e uma possível explicação de porque o EUA não interferiram num regime totalitário se instalando na América latina, no que se configurou, mais tarde, no período negro de nossa história.

Quem viveu aquele período certamente vai adorar a frase do major Esdras: “Estou me sentindo parte de uma opereta épica e mal escrita”

Recomendo!

sábado, 25 de agosto de 2012

Porque ver o novo Batman?

Porque antes dele veio "O cavaleiro das trevas"


Batman: NÃO leve sua criança para o cinema!
Os tempos mudaram. Os filmes de heróis também. Mas nenhum foi tão dramático e tão longe quanto esse novo Batman: O Cavaleiro das trevas. O título não podia ser mais perfeito (a não ser que fosse uma filmagem da HQ homônima), pois a estrutura do personagem finalmente delineou-se em sua forma final, que se deve totalmente a Frank Miller e sua premiada Graphic Novel. E o Coringa não poderia ficar de fora, e teve sua psique baseada em outra Graphic Novel consagrada, de autoria de Alan Moore: A piada mortal. Pode-se dizer que essas duas HQs definiram o estado da arte dos quadrinhos, nos anos 80, e não por acaso essas foram as únicas que guardei da minha infância, como memoriais físicos das "histórias que formaram meu caráter".
Bem que o pessoal falou nos comentário que eu tinha de fazer um post com esse filme. Voltei dele agora e já tava louco pra começar a escrever. E pensar que não estava empolgado pra ver... sabe, quando eu vi aquela moto e uma nova armadura no trailer pensei: "f$#eu, já tão pensando em vender novos bonecos e acessórios pra criançada"; mas graças a Deus esse filme DEFINITIVAMENTE não é pra criança (se essa notícia se espalhar, o que vai ter de muleque querendo ver Batman...). Enquanto a franquia Batman estiver com Christopher Nolan, ela estará em boas mãos. O cara foi diretor, produtor e roteirista, as três coisas que podem matar um bom filme, e se Batman desse errado, a culpa seria toda dele. Assim, os méritos também são todos dele, e é a ele que nós nerds devemos nos curvar e dizer: "Obrigado por elevar os filmes de super-heróis ao nível das Graphic Novels".
O filme é extremamente violento (não graficamente, mas psicologicamente), perturbador, tenso, NÃO é politicamente correto (o que me lembrou os bons filmes outsiders, como Mad Max e Cães de aluguel). A atuação de Heath Ledger é perfeita, distanciando-se da imagem consagrada dos quadrinhos (e que Jack Nicholson fez maravilhosamente) e aproximando-se da insanidade do Coringa de "A piada mortal". Assim, ele não se torna um arlequim, e sim o pior que um palhaço pode evocar numa pessoa (o homem por trás da maquiagem). Infelizmente o perfeccionismo de Ledger o levou a lugares sombrios de sua mente, na preparação do personagem. De acordo com este site"para se preparar, (Ledger) decidiu mudar drasticamente sua rotina. Visando ficar inteiramente longe da família e dos amigos para se concentrar no trabalho, mudou-se para um quarto de hotel. Foi lá que deu uma nova cara ao Coringa, mais sombria, mais maldosa, mudando sua postura e voz. Além de buscar inspiração no clássico Laranja Mecânica e no punk rocker Sid Vicious, Heath escreveu um "Diário do Coringa", com os pensamentos do vilão, além de uma compilação de material que a figura bizarra acharia "engraçado" (um exemplo delas é AIDS). O objetivo era se afundar na personalidade do monstruoso palhaço, e o ator conseguiu durante os quase sete meses de filmagens – o que foi ótimo, mas literalmente fatal. Talvez essa total entrega ao personagem tenha colaborado para levar Ledger a um lugar sombrio demais. Foi uma jornada estressante, e a energia dispensada ao Coringa o deixou esgotado. Em novembro de 2007, durante algumas entrevistas concedidas no lançamento de Não Estou Lá, Ledger parecia não estar bem de saúde, e confessou que havia passado a sofrer de ansiedade e insônia crônica, o que o levou a usar uma série de medicamentos pesados, prescritos por médicos. Deprimido, Heath entrara em um espiral de problemas psicológicos que três meses mais tarde culminaria em sua morte, por overdose acidental de remédios controlados."
Eu não lembro quando foi a última vez que fiquei tenso num cinema (acho que foi em "O Exorcista"), mas fiquei com esse filme. O Coringa é um personagem realmente imprevisível e mortal, e obviamente rouba o filme. Muitos vêem isso como uma crítica, o fato do Batman ter ficado em segundo plano, mas isso é o que acontece nos quadrinhos também. De certa forma, o Coringa É o Batman, e a equipe de marketing captou isso brilhantemente.
Mas isso é algo a ser desenvolvido mais abaixo, na - como diria o Jovem Nerd - ZONA DE SPOILERS!!!
Portanto, não continue a ler se não viu o filme.
O filme é uma grande viagem à mente do Batman. Tudo o que tornou Bruce Wayne no que ele é não poderia ser resumido no trauma de infância de ter seus pais assassinados. Se essa foi a tônica do primeiro filme do Batman (o de 1989), isso já começou a ficar meio de lado na refilmagem de Christopher Nolan, Batman Begins (2005). Mais do que o trauma, pessoas foram moldando o caráter do personagem, e isso o torna crível, REAL, HUMANO! O homem dentro da armadura nada mais é do que um personagem, uma caricatura, assim como o Bruce Wayne da sociedade também o é! E onde fica o espaço pra o ser humano Bruce? Isso foi insinuado, mas pouco explorado no primeiro filme e agora mergulhamos fundo nisso por 3 horas de duração (sem encheção de linguiça. Podia até ser maior um pouco). Já foi dito que o homem é produto do meio, e Bruce, mais do que muitos, é produto de Gotham, uma cidade mergulhada na corrupção, no cada um por si, na descrença das instituições e dos valores éticos e morais, muito parecida com um certo país de terceiro mundo. É Gotham o grande personagem do filme, e Batman (e o Coringa) são reflexos opostos (mas muito parecidos) desse meio.
O papel da sociedade é colocado em xeque pelo filme, e se por um lado ele nos mostra um Batman preocupado com a mensagem que está passando pra sociedade (caras fantasiados usando armas pra caçar bandidos) por outro fica claro que na sociedade temos um assassino em potencial dentro de cada um de nós. O que nos torna DE FATO um criminoso é apenas a falta de escrúpulos ou coragem. Todos nós já tivemos vontade de quebrar alguma coisa, dar um murro no chefe ou ter um tanque de guerra pra passar por cima do boyzinho atrapalhando o trânsito. Mas nós temos um freio que, na psicologia, se chama "Superego". Temos o Id, que é a estrutura da personalidade original, básica e central do ser humano. Ele está representado pelos instintos mais básicos, como o prazer ou necessidades. O Ego é a parte que está em contato com a realidade externa, e desempenha a missão de obter controle sobre as exigências dos instintos, decidindo se elas devem ou não ser satisfeitas. E o Superegoatua como um juiz ou censor sobre as atividades e pensamentos do Ego, é o depósito dos códigos morais, modelos de conduta e dos parâmetros que constituem as inibições da personalidade. Freud descreve três funções do Superego: consciência, auto-observação e formação de ideais. O Coringa seria o cara sem Superego, e, se brincar, sem muito Ego também.
Adoro a frase do Coringa, que diz "Não tenho planos. Eu sou como o cachorro correndo atrás do carro. Não saberia o que fazer se o alcançasse". É exatamente esse o papel dele, ser o catalisador da degeneração social, da inversão de papéis, nada mais. Ele não quer dominar o mundo, não quer dinheiro, nem fama. Só quer perturbar. Ele é o perfeito anarquista, o destruidor da ordem, sem procurar colocar outra no lugar. Ele é o louco da carta do Tarot. O homem sem limites. Mas o Batman também não conhece limites, e isso é dito por Bruce no filme. Batman é um justiceiro à margem da lei, à margem do pacto social, onde abdicamos da lei de Talião em favor da justiça representada pelo Estado. E o Coringa é um arruaceiro à margem da lei não só do Estado, como a do submundo do crime. E ele age no sentido de destruir os valores que norteiam o Superego coletivo, o pacto social que nos faz sociedade. E aí vemos o quão frágeis são as relações humanas. A cena dos barcos é antológica, merece entrar pra história do cinema por reunir tanta tensão, reflexão e mensagem. Como o Coringa diz, é um "experimento social" que nos mostra que, quando o cidadão está com seus interesses em jogo, volta pro estado de natureza, do cada um por si, e "dane-se o outro". A farsa, a Matrix que é a sociedade, a civilização, desaparece como um passe de mágica, porque não está calcada em valores morais, e sim MEDO, coação. Se antes as sociedades se formavam em torno do Shamã, do mais sábio, hoje temos líderes que são eleitos por nos proporcionarem mais vantagens, mais esmola. Sociedades assim não subsistem se não houver coação, leis cada vez mais rigorosas, medo e violência crescentes que intimidem e façam o cidadão buscar a proteção do Estado, com sua violência "legítima". Esta discussão é válida para os EUA de Bush (sob o domínio do medo), mas mas válida ainda para o Brasil atual dos policiais que deviam nos proteger e que estão tão assustados quanto nós, só que eles têm uma arma e atiram sem saber em quem. Um país que precisa botar na cadeia a mulher que bebe 2 chopps pra que um alcóolatra irresponsável deixe de dirigir sem condições. Por que? Porque a EDUCAÇÃO falhou. A CONSCIENTIZAÇÃO falhou. Por que? Porque nunca houve uma cultura da educação no Brasil, da valorização do certo, do justo. Assim, o cachorro que morde o dono precisa ser amordaçado, e muitos pagam pelo erro de outros tantos. Voltando à cena do barco, o cidadão "respeitável" trazia toda uma bagagem de argumentos no sentido de livrar a própria pele, mas não quis assumir a responsabilidade na hora de apertar o botão. E o Coringa (novamente ele, com as melhores falas) disse algo como "é normal esperar que eu ataque policiais, faz parte do jogo. Mas quando eu ataco os interesses do cidadão, ele se desespera". Por que confrontos sangrentos entre policiais e bandidos devem ser "normais"? Por que devemos nos acostumar com a violência estampada diariamente nos jornais? Será que precisaremos de mais "Casos Isabela" e mais policiais matando crianças pra que alguém se toque de que o sistema está falido? De que vamos viver nos matando porque não fomos ensinados a conviver um com o outro, e que tudo o que sabemos fazer é tirar o corpo fora e evitar de sermos a próxima vítima? A lição do presidiário foi um tapa na cara não só das sociedades, como do papel do cidadão atuante que pode fazer toda a diferença.
Aí reside a tônica do filme, na figura do procurador Harvey Dent, o "Cavaleiro Branco", como era conhecido em Gotham. Ele é a figura do bem, sem máscaras, atuando dentro da Lei e da Ordem. Diante disso, Bruce percebe que o "caminho do Batman" é um caminho degenerado que só vai trazer mais violência e dor, embora funcione num certo nível. E no final se torna, assim, o "Cavaleiro Negro" (Dark Knight), a antítese do correto, do justo. Ele não se vê mais como um exemplo, mas a cidade, no nível em que está, ainda precisa dele. O paralelo com nosso país é evidente, pois ainda precisamos do "herói" Capitão Nascimento, um avanço do "Trickster" Macunaíma , mas muito distante do arquétipo do Herói.

http://www.saindodamatrix.com.br/archives/2008/07/batman_o_cavale.html

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Prometheus (Prometheus, 2012)





É estranho falar de um filme começando pelo diretor, mas acredito que no caso de Prometheus é impossível ser diferente. Ridley Scott tem sua melhor performance desde que emplacou sua célebre tríade (Alien, Blade Runner e Telma e Louise) lá nos anos 80 (Alien tem 33 anos - 1979). Embora tenha feito filmes que mereçam atenção, como Gladiador e O Gangster, Scott sempre esteve longe do virtuosismo e da ousadia que o consagrou. Claro, não estamos falando de um virtuosismo a lá Kubrik ou Copola, mas seus clássicos tem um impacto preciso que só grandes diretores (ainda que em raras fitas, como é o caso dela) tem. Aqui ele aparece impetuoso e criativo, chegando ao ponto de quase exagerar. Mas é um risco que se deve correr para o fim desejado (pelo menos no cinema).

Prometheus conta a história de uma nave que viaja a procura dos criadores da humanidade. Em um universo que versa a mesma época de Alien (período) , o diretor tenta explicar (sugerir) como, supostamente, teríamos sido criados ou, mais precisamente, por quem teríamos sido criados. Chegando ao ponto de rejeitar o Darwinismo. Ponto marcante na obra é o discurso filosófico entre ciência e religião. Traçando um panorama detalhado e perspicaz sobre nossa concepção. Como pontos de vista serão traçados pela interpretação de cada um que assistir, deixo a cargo do olho.

Atenção especial para Noomi Rapece (Milleniunn - Os Homens Que Não Amavam as Mulheres) que é disparada a melhor atuação da fita, mostrando um sentimento de sobrevivência arrebatador. Também merecem atenção Michael Fassbender (X-Man First Class) como David, um robô domestico que chega a comover com seu discurso sobre não ser humano e a sempre fantástica Charlize Theron (The Cider House Rules), que aqui, embora em papel de suporte, apresenta uma frágil mulher, por trás de um apresentação implacável.


Tecnicamente perfeito Prometheus apresenta mixagem de som, direção de arte e canções inesquecíveis. E mesmo que usando velhos truques cubrikianos, Scott se supera (até que enfim!). Embora não seja um filme de terror, como muita gente anda dizendo por aí, podem ter certeza que o suspense é garantido. Alem do que, as paisagens são fantásticas.

Por falar nisso é bom fique bem claro, que, embora não seja um filme sobre ”O Oitavo Passageiro”, é um filme de muitas referencias a “2001”, “AI”, “Lawrence da Arábia”, “Esfera”, “Blade Runner” e “O Segredo do Abismo”, pra não citar outros. Scott faz uma colcha de retalhos original e impactante, mas pra saber se tem o Alien, só assistindo!

Recomendo!

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Jamaica Abaixo de Zero (Cool Runnings - 1993)


A Fita
Irving 'Irv' Blitzer (John Candy) é um ex corredor de bobsleigh que prejudicou sua carreira e envergonhou seu país ao trapacear nas olimpíadas de inverno. Agora treina a mais nova e inusitada equipe de bobsleigh do mundo, a seleção da Jamaica.
Isso não seria grande problema, se não contassem com falta de dinheiro para equipamento, patrocínio do governo, preconceito de amigos e familiares, de outros esportistas e de seu próprio sentimento de equipe.
Será uma grande jornada até a Olimpíada de inverno de 1988 em Calgary - Canadá e não se enganem, serão muitas risadas!
Psico
Jamaica Abaixo de Zero representa o melhor da comédia pastelão de fundo dramático. É muito anos 80, mas já com o gosto descolado dos anos 90. Apresenta  o ideal da vida, o de ser melhor (não mais que alguém, mas mais do que nós mesmos). Representa os disfarces do preconceito em suas diversas faces, mas sobretudo, apresenta uma comédia de bom tom, com variações de piada pastelão fantásticas, afinal de contas, quem não dá risada da celebre frase: Derice: “Sanka you death?”
Recomendo!

domingo, 15 de julho de 2012

O Espetacular Homem-Aranha (The Amazing Spider-Man - 2012)


A Fita

Peter Parker (Andrew Garfield) é o famoso nerd tímido picado por uma aranha radioativa que ganha poderes e descobre que tem que lutar contra o crime depois da morte de seu Tio, quase que por sua negligencia.

Talvez não tenha sido a melhor escolha da Sony, mas refilmar o início da história do Homem Aranha com uma roupagem totalmente nova, foi bastante arriscado. Tudo o risco foi compensado com algumas escolhas acertadas, das quais elenco e diretor são, sem dúvida, as mais importantes. Andrew e Emma, que faz o par romântico do Aranha como Gwen, convencem. Ambos, atores em ascensão, conseguem manter o ritmo da produção e prometem uma seqüência bem interessante. O restante do elenco de apoio não chega a comprometer. Pena que Rhys Ifans não convença como Dr. Curt Connors. Ainda prefiro ele como o estranho e divertido Spike de Nothin Hill. Certa mesma foi a escolha de Sally Field e Martin Sheen, para os papéis de tia May e tio Ben. Não fosse pela força da credibilidade de ambos duvidaríamos que papéis tão secundários se tornassem tão relevantes.



Para os fãs do desenho televisivo será um deleite. Diferente dos anteriores, as tomas são muito mais próximas do que víamos todas as manhãs. Cenas clássicas que muitas vezes foram colocadas de lado aqui aparecem, como a descida pelo fio de teia no esgoto, os lançamentos de teia nos guindastes de Nova York, as brigas no metrô e os problemas com a polícia. Realmente um espetáculo!

Psico

De todos os personagens dos quadrinhos, talvez o Superman e o Homem –Aranha sejam os únicos não Anti-Heróis. Isso se torna um fato importante se observarmos que o Aranha é fruto de um lar destruído, criado pelos tios, que sofre com perseguições na escola, nerd e pouco popular com as mulheres.

Como escrever um personagem que poderia ter todos os motivos para ser esse Anti-Herói e escolhe o outro caminho. Parker representa o conflito de escolhas que fazemos todos os dias. A escolha correta frente a uma sociedade insana, seja pelos traficantes que nos amedrontam todos os dias, seja pelo lagarto que quer destruir a cidade.

Parker representa a redenção!

Recomendo!

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Do Mundo Nada Se Leva (You Can't Take it With You-1938)



 A Fita

Tony Kirby (James Stewart) é filho do magnata Anthony P. Kirby (Edward Arnold) que está comprando uma grande área urbana para aplicação de um grande empreendimento. Ele se apaixona por Alice Sycamore (Jean Arthur) cuja família é dona da única casa ainda não vendida para o magnata Anthony. O pai de Alice se recusa a aceitar a proposta de Anthony por entender que ela nada oferece, às duas partes, que valha a negociação. Tony fica dividido entre o amor de Alice e as necessidades do pai, enquanto o mercado pressiona Anthony para a continuidade do projeto.


Psico

“Do mundo nada se leva” é uma comédia deliciosamente romântica e social. Apresenta, já em 1938, os problemas de uma sociedade movida pelo dinheiro e pelo apelo ao poder. Tony representa a parcela da população que não sabe ainda muito bem o seu papel na sociedade. Anthony, sempre bem vestido, representa a mão do dinheiro, que acredita tudo poder comprar. O pai de Alice, aqui interpretado pelo marcante Lionel Barrymore, é a figura da sabedoria. Não aquela estática, que tudo sabe. Mas daquela que percebe a vida e suas mutações, aperfeiçoando seu modo de viver e contagiando as pessoas à sua volta. O papel cômico fica por conta do personagem Boris Kolenkhov, um professor de balé interpretado pelo genial Mischa Auer. Tudo gira em torno de uma família que procura, embora que espalhafatosamente, a melhor forma de viver.


É receita certa para o tédio, o mau humor e o preconceito sobre filmes antigos em preto e branco!

Recomendo!

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Escrito Nas Estrelas (Serendipity - 2001)





Fita
Sara (Kate Beckinsale) é uma moça que acredita no destino. Em uma loja de departamento, comprando um par de luvas pretas, conhece Jonathan (John Cusack), e juntos, por poucos comentos, vivem uma experiência que os marcaria para sempre. Jon escreve seu nome e telefone em uma nota de dolar, enquanto que Sara escreve os seus em um livro (Amor em tempo de cólera) e vende a uma loja de usados. Separados agora pelo elevador do Audorf Astory eles se desencontraram... será que para sempre?

Psico
A crença no inimaginável ou extraordinário habita a mente do homem desde que esse vislumbrou a existência de Deus. Inevitável acreditar, consequentemente, que fomos feitos uns para os outros. Serendipity utiliza essa crença como tema principal, e o faz com bastante precisão. Não fosse pelo amor, perguntemo-nos quantas vezes fomos realmente fundo no que acreditamos ser nosso destino.
A história de Jon e Sara não é muito diferente de muitas que conhecemos por aí, assim como é, igualmente, o oposto trágico de muitos.
Cusack e Beckinsale estão muito bem nessa comédia romantica envolvente e gostosa. O elenco de suporte cumpre o seu papel com comédia inteligentemente e estilo. Tendo como pano de fundo Nova York, embora já bastante utilizada para esse estilo, a cidade aparece leve, como deve ser em toda comédia romântica. A trilha sonora é um desfile a parte, com canções de Louis Armstrong. Cusack, com seu estilo característico é um estereotipo clássico, enquanto que nos surpreendemos com como podemos nos apaixonar por Kate quando ela não está matando vampiros e lobisomens.
Recomendo!