É estranho falar de um filme começando pelo diretor, mas acredito que no caso de Prometheus é impossível ser diferente. Ridley Scott tem sua melhor performance desde que emplacou sua célebre tríade (Alien, Blade Runner e Telma e Louise) lá nos anos 80 (Alien tem 33 anos - 1979). Embora tenha feito filmes que mereçam atenção, como Gladiador e O Gangster, Scott sempre esteve longe do virtuosismo e da ousadia que o consagrou. Claro, não estamos falando de um virtuosismo a lá Kubrik ou Copola, mas seus clássicos tem um impacto preciso que só grandes diretores (ainda que em raras fitas, como é o caso dela) tem. Aqui ele aparece impetuoso e criativo, chegando ao ponto de quase exagerar. Mas é um risco que se deve correr para o fim desejado (pelo menos no cinema).
Prometheus conta a história de uma nave que viaja a procura dos criadores da humanidade. Em um universo que versa a mesma época de Alien (período) , o diretor tenta explicar (sugerir) como, supostamente, teríamos sido criados ou, mais precisamente, por quem teríamos sido criados. Chegando ao ponto de rejeitar o Darwinismo. Ponto marcante na obra é o discurso filosófico entre ciência e religião. Traçando um panorama detalhado e perspicaz sobre nossa concepção. Como pontos de vista serão traçados pela interpretação de cada um que assistir, deixo a cargo do olho.
Atenção especial para Noomi Rapece (Milleniunn - Os Homens Que Não Amavam as Mulheres) que é disparada a melhor atuação da fita, mostrando um sentimento de sobrevivência arrebatador. Também merecem atenção Michael Fassbender (X-Man First Class) como David, um robô domestico que chega a comover com seu discurso sobre não ser humano e a sempre fantástica Charlize Theron (The Cider House Rules), que aqui, embora em papel de suporte, apresenta uma frágil mulher, por trás de um apresentação implacável.
Tecnicamente perfeito Prometheus apresenta mixagem de som, direção de arte e canções inesquecíveis. E mesmo que usando velhos truques cubrikianos, Scott se supera (até que enfim!). Embora não seja um filme de terror, como muita gente anda dizendo por aí, podem ter certeza que o suspense é garantido. Alem do que, as paisagens são fantásticas.
Por falar nisso é bom fique bem claro, que, embora não seja um filme sobre ”O Oitavo Passageiro”, é um filme de muitas referencias a “2001”, “AI”, “Lawrence da Arábia”, “Esfera”, “Blade Runner” e “O Segredo do Abismo”, pra não citar outros. Scott faz uma colcha de retalhos original e impactante, mas pra saber se tem o Alien, só assistindo!
Recomendo!


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