quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Paraísos Artificiais (2012)



A Fita

Paraísos Artificiais pode causar incômodo para os desavisados expectadores de filmes lineares. Com cor vibrante e cenas (muito) apimentadas.

A história é toda contada em flashback narrativo constante, sem aviso e sem cortes expressivos, sendo possível sua fácil percepção diferenciando cenários como Amsterdã e as praias do Recife, mas dificultando quando conta histórias precedentes no Rio de Janeiro ou tentando representar o período atual da história.

Nando (Luca Bianchi), acaba de sair da prisão, e chegando em casa encontra uma mãe fumante e debilitada, tentando criar seu irmão mais novo, rebelde e que tem no meio de suas coisas um pacote de ecstasy. Logo o expectador perceberá que a história de Nando esteve entrelaçada com Erika (Nathalia Dill), uma DJ de boates e raves e sua amiga Lara (Lívia de Bueno).

A fita é extremamente bem executada por Marcos Prado, que aqui assume a patente de diretor do longa, realizando com ótima perícia. Antes produtor do Tropa de Elite, junto dom José Padilha, que aqui produz juntamente com o amigo, Prado consegue transpor para a tela de forma primorosa o universo paralelo das raves, tratando de temas complicados como o uso de drogas e as responsabilidades na juventude.

A fotografia e iluminação primorosos. Um ponto forte da fita. As cenas em Amsterdã colocam um charme a mais na produção, que procurou para o filme representações do cotidiano. Mas fica a cargo o roteiro e da montagem o truque de mestre, que transforma Paraísos Artificiais numa história realmente memorável.

Psico

Não quero aqui tratar sobre o tema das drogas, pois, independente do que é representado no filme  acredito que cada um faz da vida o que bem entender, assumindo a responsabilidade pelas consequencias do que acontecer.

Justamente por isso acredito que a fita tem uma mensagem tão interessante. Nada pode ser tão importante em nossa vida quanto as escolhas que fazemos. "Eu sou o que eu quero ser". Se pensarmos que somos as escolhas que fazemos, encontramos a chave para a vida que se quer ter. Claro que isso não nos livra do inesperado! Vão acontecer muitas coisas que não queremos, mas tudo depende de como escolhemos sair disso.
 
O filme trata de muito bem de temas espinhentos como o uso, cada vez mais popular, de drogas (sintéticas ou não), liberdade sexual, relação familiar e social, trafico internacional... tudo isso rodeado por várias histórias de amor (pai e filho, possíveis namorados, amigos, irmãos) que vão se construindo conforme a trama se desenrola.

Recomendo (3,5)

RStorto.`.

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