A Fita
Complicado falar do que não gosto. Melhor falar que não
gosto e pronto né? Como diria Gabriel - O Pensador: "Vai que eu peso a
mão".
Mas como não poderia ser diferente, Sem dor, sem ganho é ruim.
Concordo que Michael Bay é ótimo em blockbusters, e é uma pena que ele tenha
esperado tanto pra fazer esse filme, e que até mesmo por conta da expectativa
(dele) tenha ficado tão ruim.
O filme é uma mistura esquisita de história real, tragédia
(mortes), comédia (como se isso fosse possível na tragédia) e apelos
cinematográficos e sociais. Todos os atores estão bem abaixo do normal (o que
já é normal no caso do Dwayne Johnson, mas que aqui foi o melhorzinho), e quase
sempre caricatos, tentando fugir a essa ultima o Ed Harris, que não tem tempo
pra se complicar tanto.
A história versa sobre como Daniel Lugo (Mark Wahlberg) um
marombado viciado em fitness, vislumbrando o "sonho americano" e
seguindo um asiático estranho (aqui uma crítica aos palestrantes de auto
ajuda), recruta Adrian Doorbal (Anthony Mackie), e o ex-presidiário Paul Doyle
(Dwayne Johnson) para realizar um seqüestro e ficarem ricos. Tudo sai errado
quando a vítima, Victor Kershaw (Tony Shalhoub, da série Monk) descobre Daniel,
e as complicações começam.
Psico
Em quase tudo a Fita se compromete, incrivelmente,
justamente por ser uma história real, o que é lembrado durante o filme (até
aqui uma sacada legal), mas além de longo o filme não passa de um documentário
propaganda de violência gratuita.
Dito isso cabe observar que se olharmos bem, ele tenta, ainda
que timidamente, traçar uma crítica a todo modo de vida norte americano, indicando
de forma espalhafatosa e inversa, como a propaganda e a educação são
importantes para a construção de um cidadão "crítico". Frases como: "Sou
forte, sou gostoso, eu acredito em malhar... No país mais sarado e bombado, é
preciso ter objetivo e se dar bem", expressão alguma coisa que prefiro não
comentar...
Não recomendo (1,5)
RStorto.`.

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